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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Tipos de Sujeito

Grupo Hermengarda Boladona.
(Alanis, Guilherme, Vanessa, Matheus Faria)
Olá, pessoas lindas da internet!

Nesse post vamos abordar um assunto elementar, mas que pode confundir um pouco a cabeça dos futuros alunos de vocês se não tomarem cuidado, os tipos de sujeito. Porém, antes de falar deles, vamos começar com algumas definições:

OBS: Colocarei aqui a definição de Período dada por Inez Sautchuk em seu livro Prática de Morfossintaxe (Vol. 2) por ser mais completa:

"Convencionou-se chamar de PERÍODO, por sua vez, todo enunciado que se comportar como uma oração, podendo ser simples ou composto, no caso de apresentar, respectivamente, uma ou mais orações. Todo período [...] é delimitado graficamente por uma palavra iniciada por letra maiúscula e um sinal de pontuação final, como ponto-final, interrogação, exclamação e reticências." (SAUTCHUK, 2010)

Agora que conhecemos esses conceitos podemos começar a falar dos tipos de sujeito. 
Saber identificar o sujeito dentro da oração é indispensável para fazer uma boa análise sintática. O sujeito é um dos termos mais importantes da oração (embora existam orações sem sujeito). 
Nas orações onde ele pode ser identificado ele aparece como Sujeito Simples, Composto, Elíptico (Oculto ou Desinencial) e Indeterminado.


Sujeito Simples
O Sujeito Simples tem apenas um núcleo e este vem expresso. Pode ser constituído por um nome (substantivo), por um pronome ou por uma frase. Ex:
Os alunos  estudam muito.
Portugal fica no sul da Europa.

Sujeito Composto
O Sujeito Composto possui dois ou mais núcleos que também vêm expressos na frase. Ex:
Fome e desidratação afligem alguns povos.
Eu e o João vamos ao cinema hoje.

Sujeito Elíptico (Oculto ou Desinencial)
Encontra-se implícito na forma verbal ou no contexto. Ex:
Sinto muito a falta de meus amigos. (Sujeito= Eu)
Estamos sempre alertas para com os aumentos abusivos dos preços. (Sujeito = Nós)

Sujeito Indeterminado
É aquele que não se nomeia por não se saber quem está praticando a ação. Esse tipo de sujeito ocorre nos seguintes casos: 
1- Quando os verbos estão na terceira pessoa do plural, sem fazer referência direta a substantivo. Ex:
Falam muito do presidente.
Dizem que os preços aumentarão.
2- Quando o verbo estiver acompanhado do pronome -se. Ex:
Precisa-se de novos vendedores.
Vende-se carro usado.

E, como dissemos anteriormente, há casos em que o sujeito é inexistente. Quando isso acontece?
1- Quando há presença dos verbos HAVER e FAZER indicando tempo decorrido. Ex:
dois anos não vou a uma festa.
2- Quando há na oração verbos que expressam fenômenos da natureza. Ex:
Choveu ontem.

Agora, para ajudar a estudar esse assunto super gostoso, deixamos aqui uma vídeo aula e esperamos que você tenha aproveitado.
Referências:
Prática de morfossintaxe: como e por que aprender análise (morfo) sintática. SAUTCHUK, Inez. 2 Ed. Barueri, SP: Manole, 2010.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Indicação de Livro - Evanildo Bechara

Grupo Hermengarda Boladona
(Alanis, Guilherme, Matheus Faria e Vanessa)

Olá, pessoas lindas da internet!

     Nesse post em clima de Halloween trago para vocês uma indicação de livro para os aficionados por análise sintática. O autor dessa maravilha é “nosso conhecido” Evanildo Bechara e em Lições de Português Pela Análise Sintática o autor se aprofunda em questões como adjunto nominal, complemento verbal e nominal, etc.
    O livro, que foi destinado para alunos do Ensino Médio, é cheio de exercícios (com respostas nas últimas páginas) que partem do simples para o mais difícil e é todo dividido em lições.
   Recomendo a aquisição desse exemplar aos colegas de classe que tiverem terminado a leitura do livro Prática de Morfossintaxe da Inez Sautchuk e quiserem aprofundar seus conhecimentos durante as férias para começarem o nosso quinto semestre com tudo 😉😉.
      Assim como acontece com o livro da querida Sautchuk, é recomendada a aquisição das edições mais recentes, pois estas estão revistas e ampliadas, com menos erros e etc. Agora, deixo aqui uma sinopse do livro e um pouquinho sobre o autor.


  • Sinopse:
     Deve-se ensinar análise como um meio, e não como um fim. Este é um princípio sadio de didática que este livro procura alcançar. Cada noção de análise sintática serve de ponto de partida para o estudo global do idioma, máxime de sua delicada e opulenta estrutura sintática. Estas 'lições' não se destinam só aos alunos do curso médio,  mas também a todos os que desejam conhecer com perfeição as relações de dependência e independência das palavras dentro da oração, e destas dentro do período, para melhor e mais correta tradução do pensamento. 


  • Sobre o Autor:
     Quinto ocupante a Cadeira nº 33, eleito em 11 de dezembro de 2000, na sucessão de Afrânio Coutinho e recebido em 25 de maio de 2001 pelo Acadêmico Sergio Corrêa da Costa.
     Evanildo Cavalcante Bechara nasceu no dia 26 de fevereiro de 1928, no Recife. Professor, gramático e filólogo brasileiro, ocupa a cadeira 33 da Academia Brasileira de Letras. Órfão de pai aos 11 anos de idade, mudou-se para o Rio de Janeiro para completar sua educação na casa do tio-avô.
      
     Desde o ginásio, desenvolveu um gosto especial pela língua portuguesa, que foi acentuado quando conheceu o professor Said Ali, dos seus 15 para 16 anos. Em 1948, formou-se bacharel em Letras, modalidade Neolatinas, licenciando-se em 1949.  

    Também em 1948, com incentivo de Said Ali, escreveu seu primeiro ensaio, intitulado Fenômenos de Entonação, com prefácio do filólogo mineiro Lindolfo Gomes. Após, prestou com brilho diversos concursos públicos. Em 1954, reuniu em seu primeiro livro, Primeiros Ensaios da Língua Portuguesa, artigos publicados em periódicos entre seus 18 e 25 anos. Aperfeiçoou-se em Filologia Românica (em Madri, Espanha) nos anos de 1961 e 1962, com bolsa oferecida pelo governo espanhol.

     Doutorou-se em Letras pela UEG (hoje UERJ) em 1964. Dentre suas principais obras estão a Moderna Gramática da Língua Portuguesa, a Gramática Escolar da Língua Portuguesa e Lições de Português pela Análise Sintática.


Até a próxima! 

Referências:
http://www.academia.org.br/academicos/evanildo-bechara/biografia